9 abril 2026
Projeto H2med obtém a renovação oficial do estatuto de «Projeto de Interesse Comum» (PCI)
O projeto H2med volta a alcançar um marco importante: foi publicada a lista de Projetos de Interesse Comum (PCI) e Projetos de Interesse Mútuo (PMI) no Jornal Oficial da União Europeia, em 9 de abril de 2026. Esta decisão vem confirmar a denominação «PCI» às interligações BarMar (Barcelona-Marselha) e CelZa (Celorico da Beira-Zamora), bem como às infraestruturas internas nacionais que, conjuntamente, constituem o corredor H2med.
Uma validação estratégica no cerne da transição energética europeia
Esta publicação surge na sequência da aprovação pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da União Europeia do 2.º ato delegado PCI / PMI, que havia sido proposto em 1 de dezembro de 2025 pela Comissão Europeia. Os colegisladores europeus ratificam agora o apoio total dado a esta nova lista, constituída no âmbito do regulamento RTE-E revisto.
Recorde-se que os projetos de infraestruturas energéticas transfronteiriças com o apoio da UE são fundamentais para a consecução dos objetivos climáticos e energéticos da União. A lista entrará em vigor no vigésimo dia seguinte ao da publicação no Jornal Oficial.
Confirmada a maturidade e expansão do Corredor de Hidrogénio H2med
A renovação do estatuto PCI para o BarMar e o CelZa atesta o grau de maturidade comprovada destes projetos, reafirmando os progressos significativos já realizados pelos parceiros, e constitui uma base sólida para acelerar a dinâmica do Corredor de Hidrogénio do Sudoeste. O corredor H2med é uma das «Autoestradas da Energia» prioritárias apresentadas pela Presidente Ursula von der Leyen no discurso proferido sobre o Estado da União, em 10 de setembro de 2025.
A lista PCI confirma igualmente o alargamento a outros projetos nacionais determinantes enquadrados na visão europeia no âmbito do corredor H2med: a renovação do estatuto de PCI para infraestruturas estratégicas, tais como a infraestrutura interna portuguesa, a infraestrutura interna espanhola e as duas infraestruturas de armazenamento associadas, Norte 1 e Norte 2, os projetos HY-FEN, MosaHyc e RHYn, a inclusão de novos projetos de infraestruturas estratégicas, tais como o HySoW (transporte e armazenamento) e o MidHY, bem como o H2ercules South-West como parte da rede principal alemã.
Estas inclusões reforçam a ambição do corredor H2med de se tornar uma infraestrutura central de hidrogénio verdadeiramente abrangente e sólida, apta a interligar as capacidades de produção do Sudoeste da Europa aos principais centros de consumo industrial da Europa Central.
Vantagens concretas de acelerar o desenvolvimento
A obtenção da denominação «PCI» confere ao projeto H2med vantagens decisivas para as fases seguintes da respetiva implementação:
- Acesso a mecanismos de licenciamento simplificados e céleres.
- Elegibilidade para apoio financeiro europeu ao abrigo do Mecanismo Interligar a Europa (MIE), permitindo catalisar os investimentos necessários para os objetivos ambiciosos do projeto.
Sobre os operadores de infraestrutura envolvidos no projeto H2med:
A Enagás é uma Operadora de Redes de Transporte (ORT) com 50 anos de experiência no desenvolvimento, na operação e na manutenção de infraestruturas energéticas. Tem mais de 12 000 quilómetros de gasodutos, três instalações de armazenamento subterrâneo e oito centrais de regaseificação. A empresa opera em sete países. Em Espanha é a gestora técnica do sistema de gás e, de acordo com o Real Decreto-Lei 8/2023, a Enagás pode operar de forma provisória enquanto operadora da rede de transporte de hidrogénio (ORTH) e desenvolver o projeto H2med, a rede de hidrogénio espanhola e as instalações de armazenamento associadas. Em linha com o compromisso com a transição energética, a Enagás anunciou o objetivo de se tornar neutra em carbono até 2040, apostando firmemente na descarbonização e na promoção de gases renováveis, especialmente o hidrogénio. Mais informações em: https://www.enagas.es/en/.
Contacto para a imprensa: Jorge Álvarez – dircom@enagas.es – +34 630 384 930.
NaTran é o novo nome da GRTgaz. Em 2025, a NaTran mudou de nome e lançou um novo projeto corporativo enfocado na transição energética e na neutralidade carbónica. Para atingir os objetivos estratégicos, a empresa está a adaptar as redes e práticas para enfrentar os desafios ecológicos, económicos e digitais. Fornece infraestruturas e soluções logísticas adaptadas aos gases que contribuem para a transição energética (biometano, hidrogénio e CO2). A NaTran é o segundo maior operador de transporte de gás da Europa. O Grupo tem duas subsidiárias: a Elengy (principal operadora de terminais de GNL na Europa) e a NaTran Deutschland (que opera a rede MEGAL). A NaTran realiza missões de serviço público destinadas a garantir o transporte seguro de gás para os clientes. O centro de I&D da NaTran, (anteriormente RICE) é uma referência internacional em investigação e inovação aplicadas à transição energética. Números-chave do Grupo NaTran: 33 800 km de gasodutos, 590 TWh de gás transportado, quase 3850 trabalhadores, receita de 2,5 mil milhões de euros gerados em 2024. Para saber mais sobre a NaTran e as respetivas iniciativas, visite NaTrangroupe.com, X, LinkedIn ou Instagram.
Contacto para a imprensa: Chafia Baci – chafia.baci@natrangroupe.com – (+33) 6 40 48 54 40.
A OGE faz as moléculas gasosas fluírem. A empresa cria e gere uma infraestrutura moderna, segura e eficiente para gás natural, hidrogénio e CO2. Com uma extensão de mais de 12 000 km, a rede de gasodutos é fundamental para o abastecimento energético da Alemanha e garante a prosperidade da sociedade. Enquanto operadora líder de mercado de redes de transporte de gás, afirma ser pioneira, impulsionadora e facilitadora da transição energética e da neutralidade climática. Posiciona-se enquanto consultora de transformação e prestadora de serviços para a indústria, centrais elétricas, operadores de redes de distribuição e parceiros da produção e da política. O Grupo OGE é igualmente um local de trabalho moderno e preparado para o futuro, reunindo mais de 2000 colaboradores. No interesse dos colaboradores e acionistas, adapta continuamente o modelo de negócio para assegurar um desenvolvimento rentável e sustentável. Para mais informação sobre a empresa, visite www.oge.net.
Contacto para a imprensa: Kristian Peters-Lach – kristian.peters-lach@oge.net – (+49) 201 3642–12622.
A REN – Gasodutos é o ORT de gás português, fazendo parte da REN – Redes Energéticas Nacionais, SGPS, um grupo de empresas que integra o ORT de eletricidade português, além de outras concessões de atividades de gás em Portugal, tais como o Terminal de GNL de Sines, o armazenamento subterrâneo e uma empresa de distribuição de gás. Além da operação em Portugal, a REN tem ainda ativos de gás e rede elétrica no Chile, bem como uma participação na central de Cahora Bassa, em Moçambique. A REN – Gasodutos é responsável pelo planeamento e projeto, bem como pela construção, operação e manutenção de mais de 1 300 km de gasodutos de alta pressão em Portugal, e pela gestão técnica do sistema nacional de gás. Saiba mais em https://www.ren.pt/.
Contacto para a imprensa: Paulo Camacho – paulo.camacho@ren.pt – (+351) 929 029 187.
Teréga – Estabelecida no sudoeste da França, onde se cruzam os principais fluxos de gás europeus, a Teréga tem demonstrado uma competência excecional há mais de 80 anos no desenvolvimento de infraestruturas de transporte e de armazenamento de gás. Atualmente, continua a desenvolver soluções inovadoras para superar os principais desafios energéticos que a França e a Europa enfrentam. Enquanto verdadeiro acelerador da transição energética, a Teréga opera mais de 5 000 km de gasodutos e duas instalações de armazenamento subterrâneo, representando 15,8% da rede francesa de transporte de gás e 27% da capacidade nacional de armazenamento. Em 2024, a empresa alcançou um volume de negócios de 488 milhões de euros (excluindo compensação e congestionamento), e contava com mais de 647 colaboradores. A responsabilidade social empresarial está no centro da estratégia da Teréga, à medida que esta embarca na transição energética para a neutralidade carbónica. A Teréga implementou programas em todas as áreas de ESG (Ambiental, Social e Governança): o programa PARI 2035 visa a segurança dos colaboradores e das infraestruturas; o ENERGIZ MOUV foca-se no desenvolvimento sustentável dos territórios e na responsabilidade social; o fundo de doação Teréga Accélérateur d’Énergies apoia projetos filantrópicos; o programa BE POSITIF dedica-se à redução dos impactos ambientais, tendo o compromisso de reduzir em 34% as emissões de gases com efeito de estufa até 2030 (face a 2021) em todos os âmbitos 1, 2 e 3. Saiba mais em https://www.terega.fr/.
Contacto para a imprensa: Céline DALLEST – celine.dallest@terega.fr – (+33) 6 38 89 11 07.
O conteúdo desta publicação é da exclusiva responsabilidade dos parceiros do H2med e não reflete necessariamente a opinião da União Europeia.
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